Há mais de cem anos, os pneus estão presentes em nossas vidas. Sua função nos carros todos conhecem, afinal, é em cima deles que rodamos por aí. Já vimos pneus de vários tipos de compostos e perfis, mas sua forma e função são sempre as mesmas. E aí, perguntamos: É possível mudar?
Para a fabricante de pneus Michelin, isso é possível! Em projeto criado em 2005, a empresa francesa apresentou um protótipo de modelo que dispensa ar. Desde então, o modelo vem sendo mexido para que, em breve, possa ser comercializado. Com isso, não precisaremos mais calibrar os pneus de nosso carros ou nos preocupar com um furo! Promissor, não?
Conheça então o Tweel, cujo nome vem da junção das palavras Tire (pneu em inglês) e Wheel (roda). No lugar da pressão, são utilizados raios flexíveis (daí, o uso da palavra ‘roda’).

- Fonte: How Stuff Works
O eixo tem um centro sólido, circundado por raios flexíveis de poliuretano. Uma banda de interrupção fica estirada em volta dos raios, formando a borda externa do Tweel. A tensão da banda sobre os raios e a resistências dos mesmos substituem a pressão de ar do pneu. Uma banda de rodagem é adicionada, para proteção. Os raios podem variar, levando para o restante do carro um rodar mais confortável. Agora que você já sabe o que compõem o Tweel, saiba como ele funciona.
Ao ser colocado para rodar, os raios do Tweel absorvem os impactos da mesma forma que a pressão de ar faz com os pneus. As bandas se deformam temporariamente à medida que os raios dobram e depois voltam ao formato inicial.
O Tweel ainda está em desenvolvimento para corrigir algumas ‘falhas’ que apareceram em testes feitos em um Audi A4. Segundo a Michelin, o Tweel está dentro dos 5% de resistência de rolamento e níveis de massa dos pneus atuais. O que isso significa? Que ajuda a economizar apenas 1% da economia de combustível do carro. Pouco ainda. Nos testes, ao passar de 80 km/h, o Tweel vibra mais do que o normal. Não gera problemas de rodagem, mas faz muito barulho e aquece mais do que os projetistas desejam.
Por enquanto, o trabalho com o Tweel está longe de terminar, mas parece que ele estará presente no nosso futuro. Será que vale a pena esperar por ele?
Fontes: How Stuff Works e Abamotors